Porque devemos tomar a vacina contra a febre amarela antes de viajar para o estrangeiro?

Ao planear uma viagem internacional, muitas pessoas preocupam-se com o visto, passagens aéreas e alojamento, mas esquecem-se de um aspecto crucial: a saúde. Uma das exigências mais comuns para quem viaja para fora de Moçambique — especialmente para países da África, América do Sul e Ásia — é a vacina contra a febre amarela. Esta vacina não é apenas uma recomendação médica, mas sim uma obrigatoriedade em muitos destinos, com a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação sendo condição de entrada em diversos países.

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A febre amarela é uma doença viral grave, transmitida por mosquitos, que ocorre principalmente em regiões tropicais. Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, náuseas e fadiga. Em casos mais severos, pode evoluir para hemorragias internas, icterícia (coloração amarelada da pele, que dá nome à doença) e até morte. Por ser altamente infecciosa e não ter tratamento específico, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e geralmente administrada em dose única, garantindo protecção vitalícia desde que aplicada correctamente.

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Muitos países exigem esta vacinação como medida de prevenção sanitária internacional. O objectivo é duplo: proteger o viajante que poderá entrar em contacto com o vírus e, ao mesmo tempo, impedir que o vírus seja introduzido em territórios onde ele não circula. Assim, se estiver a viajar para países como Angola, África do Sul, Quénia, Tanzânia, Brasil ou outros que estejam na lista da Organização Mundial da Saúde (OMS), é quase certo que terá de apresentar o seu certificado de vacinação contra a febre amarela ao chegar.

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O processo de vacinação é simples. A vacina deve ser administrada com, no mínimo, 10 dias de antecedência da viagem, para garantir a sua eficácia. Em Moçambique, pode-se obter a vacina em centros de saúde pública e clínicas privadas devidamente autorizadas. Após a vacinação, é emitido o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), um documento reconhecido mundialmente e que deve ser sempre apresentado junto ao passaporte nas fronteiras internacionais. Desde 2016, este certificado tem validade por toda a vida, ou seja, não é necessário tomar a vacina novamente, salvo em situações excepcionais de saúde.

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Em alguns casos, pessoas com problemas de saúde, como imunodeficiência ou alergias severas a componentes da vacina, podem estar dispensadas da sua administração. No entanto, é fundamental apresentar um atestado médico oficial, redigido por um profissional de saúde habilitado, explicando o motivo da isenção. Sem este documento, o viajante poderá ser impedido de entrar em determinados países ou ser submetido a quarentena obrigatória.

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Ignorar esta exigência pode trazer sérias consequências. Já houve relatos de viajantes barrados em aeroportos, impedidos de embarcar ou até mesmo deportados por falta do certificado. Além disso, correr o risco de contrair febre amarela durante uma viagem pode transformar umas férias de sonho num verdadeiro pesadelo. Portanto, preparar-se bem é uma questão não apenas de responsabilidade pessoal, mas também de respeito às normas sanitárias internacionais.

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Em resumo, tomar a vacina contra a febre amarela antes de realizar uma viagem internacional não é apenas um requisito burocrático — é uma medida de saúde pública que protege o viajante e os países por onde ele passa. Se está a planear viajar para o estrangeiro, informe-se com antecedência sobre as exigências de entrada no país de destino e garanta que o seu certificado de vacinação esteja em dia. Viajar com segurança começa muito antes de embarcar, e a sua saúde deve estar no topo da lista de prioridades.

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