O Parque Nacional de Maputo acaba de alcançar um feito histórico: foi oficialmente inscrito na lista do Património Mundial Natural da UNESCO, durante a 47.ª sessão do Comité do Património Mundial realizada em Paris. Esta distinção representa não apenas um marco na conservação ambiental, mas também um impulso significativo para o turismo sustentável em Moçambique.
A decisão da UNESCO reconhece o valor ecológico excepcional do Parque Nacional de Maputo, uma área protegida que reúne ecossistemas diversos — desde savanas e florestas a mangais, praias, recifes de coral e lagoas. Com uma extensão de 1.718 km², o parque abriga cerca de 5.000 espécies de flora e fauna, incluindo elefantes, girafas, hipopótamos, crocodilos, tartarugas marinhas e aves raras.
O parque resulta da fusão, em 2021, da Reserva Especial de Maputo com a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro. Desde então, tem beneficiado de significativos investimentos em conservação da biodiversidade, reintrodução de espécies e desenvolvimento de infra-estruturas turísticas sustentáveis, em parceria com instituições como a Peace Parks Foundation.
O reconhecimento internacional da UNESCO projecta o Parque Nacional de Maputo como um dos principais destinos de ecoturismo em África Austral. A nova classificação atrairá viajantes que valorizam experiências autênticas, natureza intocada e turismo responsável. Além disso, trará maior visibilidade a nível global, contribuindo para o crescimento do sector turístico moçambicano e para o desenvolvimento socioeconómico das comunidades locais.
Com acesso facilitado a partir da EN1 e próximo à capital Maputo, o parque é um verdadeiro convite à descoberta para turistas nacionais e estrangeiros. As atividades incluem safáris, observação de aves, mergulho, passeios de barco, caminhadas guiadas e experiências culturais com as comunidades locais.
Outro ponto forte do parque é a sua localização estratégica, integrando-se com o iSimangaliso Wetland Park, na África do Sul. A inclusão na lista da UNESCO abre caminho para uma gestão partilhada e coordenada entre os dois países, através da criação de um comité conjunto que garanta a protecção integrada do ecossistema e das espécies migratórias.
Essa colaboração transfronteiriça fortalece a paz, a protecção ambiental e o turismo de natureza, consolidando o Parque Nacional de Maputo como parte de uma rede regional de áreas protegidas de enorme valor ecológico e cultural.
A classificação do Parque Nacional de Maputo como Património Natural da Humanidade é um símbolo de orgulho para Moçambique. Segundo o Secretário de Estado da Terra e Ambiente, Gustavo Dgedge, “ser reconhecido pela UNESCO é um poderoso endosso ao trabalho que está a ser realizado aqui. Honra a dedicação do nosso Governo, comunidades e parceiros na restauração desta paisagem única”.
Para o turismo, trata-se de uma oportunidade única de promover Moçambique como um destino de classe mundial, oferecendo experiências de contacto profundo com a natureza e contribuindo simultaneamente para a protecção do ambiente e para a valorização das comunidades locais.
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