Molina – um sabor mágico em Moçambique

A molina é uma sobremesa tradicional moçambicana muito presente nas províncias um pouco por todo o país, conhecida também como xicaba ou lifete (no sul do país). Trata‑se de uma pasta feita com farinha de mandioca (tapioca), amendoim torrado ou castanha de caju também torrada e açúcar — um doce simples, nutritivo e com forte ligação às tradições culinárias locais.

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Apesar de estar associada ao consumo tradicional, a molina ainda proporciona uma fonte de rendimento importante: vendedores ambulantes em Maputo, por exemplo, transformam‑se em micro empreendedores vendendo a doçaria em pequenas bolas ou porções.

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Como preparar xacaba (molina)

Ingredientes

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A receita que se segue reflecte os métodos tradicionais de preparação da molina:

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Tempo de preparação: cerca de 30 minutos

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Ingredientes

  • 1 kg de farinha de mandioca, tapioca (ou rhale em Xichangana)
  • ½ kg de amendoim torrado e descascado
  • 1 chávena de açúcar
  • ½ colher de chá de sal fino (opcional)
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Modo de preparo

  1. Num pilão grande ou almofariz resistente, moa a farinha de tapioca até obter grãos bem finos.
  2. Adicione o amendoim torrado e continue a moer até formar uma massa uniforme.
  3. Incorpore o açúcar e o sal, misturando e pilando até a massa ganhar uma textura acastanhada e homogénea.
  4. Coloque a massa num recipiente e molde pequenas porções com uma colher, formando bolinhas com as mãos — opcional – usar uma chávena de café para prensar e obter formato consistente.
  5. Deixe as bolinhas secarem por um curto período antes de servir.
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A molina pode ser consumida como lanche ou sobremesa, acompanhada por chá, café ou água. Também é comum ser oferecida como aperitivo em eventos familiares ou comunitários.

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Significado sociocultural da Molina

Além de ser uma doçaria apreciada, a molina representa uma criatividade culinária adaptada às circunstâncias económicas. Exemplo disso são as pessoas com diferentes níveis de escolaridade que encontramos não só nas ruas de Maputo, mas um pouco por todo o país onde elas ganham o seu sustento comercializando este doce — um testemunho do empreendedorismo resiliente em face do desemprego.

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A ligação da molina às tradições rurais demonstra como ingredientes simples podem transformar-se em produtos culturais com valor monetário e emocional. Essa doçaria é também uma forma de manter vivas práticas culinárias locais em contextos urbanos.

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